É triste, é Sad and Blue. Conseguem diminuir meu carisma, diminuir uma chama que mantém meu equilíbrio. Sempre acreditei em alma como um fator transcendental e além da percepção que nós temos, mas acho que é a alma que doí quando sentimos perdas, não o coração. O coração guarda cegamente pessoas maravilhosas que di
ficilmente ocupam espaço lá, mas facilmente são banidas.
Eu tenho medo de banir as pessoas do meu coração, medo que na minha frieza não sobre ninguém. Na verdade, não sei se é esse o medo, talvez seja a dor daquela pessoa a tanto tempo alojada, comece a se espernear lá dentro e acaba sendo completamente desconfortável manter elas ali.
Já tive muitas desilusões amorosas com amigos, já sofri muito com abandono nos piores momentos e eu já tive péssimos momentos a pesar da minha idade, não acreditarias se eu contasse, mas não quero contar, também me machuca muito.
Será que somos mesmo masoquistas que gostam de sofrer a perda, ouvir aquela música de fossa pra chorar o que perdeu? Lembrar quem se foi, quem te magoou? Tou tomando gosto por esse momento pra chorar o que tem pra chorar e deixar passar.
Não sei se engolir sapos é o certo, mas manter a postura sim. Não prejudicar terceiros pelo que fizeram a vocês, quer dizer, em poucas palavras, descontar. O que é certo é o contingente de coisas que eu preciso deixar passar, me sinto mal, mas não sinto vontade pra desabafar nem com os mais próximos. Se remoer também não é saudável, mas é o que resta.
Estou de Luto pelo Brasil, estou de luto pela minha vida.

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